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Este Natal, o presente escolhido é a saúde mental 

  • Foto do escritor: Filipa
    Filipa
  • 25 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura



Por Rita Fernandes Cruz





Em outubro, as cidades começam a acender as primeiras luzes de Natal. As montras trocam abóboras e fantasminhas por árvores cintilantes e estrelas douradas. Nos grupos de WhatsApp surgem as primeiras sondagens para marcar jantares, e a caixa de email enche-se de convites para “amigos secretos”. 


Mal reparamos e… chega novembro. E com ele, uma enxurrada de estímulos. 

Os shoppings estão cheios, as listas parecem intermináveis e a pressão para tornar esta época mágica, perfeita e iluminada instala-se de forma silenciosa. Mas será mesmo assim para todos? 


É verdade que as ruas ganham música, luz e alguma leveza. Para muitas pessoas, este brilho traz esperança. Mas, para tantas outras, esta é uma época sombria, isolada ou emocionalmente difícil. 


Para alguns, o Natal significa encontros indesejáveis. Para outros, significa desencontros. A correria traz stress. As expectativas alheias trazem dor. E muitos pais que partilham a guarda dos filhos sentem a casa mais vazia do que nunca. 


No Natal, as emoções tornam-se mais intensas — todas elas. E não é raro chegarmos a janeiro simplesmente… exaustos. 

A verdade é que não há poções mágicas para sermos felizes. Mas há, sim, pequenos passos que podemos dar para sermos mais saudáveis. 


O que o Natal não devia ser 

Stress. 

Compras compulsivas. 

Expectativas desalinhadas. 

Ansiedade. 


O que o Natal poderia ser 

Amor. 

Compaixão. 

Paz. 


Mesmo que não possamos controlar tudo o que nos fragiliza, há presentes que podemos oferecer a nós mesmos — presentes que não vêm embrulhados, mas transformam a forma como vivemos esta época. 


Talvez valha mais a pena perguntar: Que lugar ocupa a saúde mental na minha vida? 


E a partir daí, fazer pequenas escolhas conscientes: 

– Correr num shopping cheio? Ou fazer uma caminhada tranquila à beira-rio?

–Tentar corresponder às expectativas de todos? Ou validar as minhas próprias necessidades? 

– Deixar que outros decidam o meu Natal? Ou aprender a impor limites saudáveis?

– Oferecer presentes até ficar sem dinheiro? Ou investir na minha saúde mental? 


Para nós, a resposta é clara: este Natal, o presente escolhido é a saúde mental. 






 
 
 

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