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Mulheres e Raparigas na Ciência

  • 11 de fev.
  • 2 min de leitura



Por Mónica Torres






Hoje assinala-se o Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência. Uma data importante, mas sobretudo necessária. Durante muito tempo, a ciência foi vista como algo frio, distante e puramente racional, como se não houvesse espaço para emoção, empatia ou cuidado. Como se sentir fosse o oposto de saber. Mas isso nunca foi verdade. 

 

A ciência avança com curiosidade, método e rigor, mas também com sensibilidade. Avança quando alguém se importa o suficiente para fazer perguntas difíceis, para observar com atenção, para insistir mesmo quando o caminho não é fácil. As mulheres sempre estiveram presentes na ciência, mesmo quando não eram reconhecidas, mesmo quando os seus contributos eram invisibilizados ou atribuídos a outros. Estiveram nos laboratórios, nas salas de aula, nos hospitais, nos consultórios e nos bastidores de descobertas que mudaram o mundo. 

 

Estiveram, e continuam a estar, muito presentes na ciência do cuidado. Na psicologia, em particular, o contributo feminino trouxe um olhar atento à relação, à escuta e ao contexto. Trouxe a valorização do vínculo, do tempo interno de cada pessoa e da complexidade da experiência humana. Cuidar da saúde mental é ciência, mas também é presença, humanidade e ligação. É conhecimento aliado à empatia. 

 

As mulheres na ciência lembram-nos que rigor e sensibilidade não se excluem. Que dados e histórias caminham lado a lado. Que compreender o ser humano exige método, mas também coração. Hoje celebramos as mulheres que investigam, estudam, questionam e persistem, mesmo quando enfrentam obstáculos. Celebramos também as que estão a descobrir quem podem ser, que gostam de perguntar, explorar e compreender o mundo, e que precisam de referências para acreditar que há lugar para elas. Porque há. E sempre houve. 

 

Num mundo que tantas vezes pede às mulheres que escolham - entre razão e emoção, entre carreira e cuidado, entre ciência e humanidade - este dia lembra-nos que não é preciso escolher. É possível pensar e sentir, investigar e cuidar, conhecer e acolher. 

 

Na nossa clínica, acreditamos numa ciência feita de pessoas, para pessoas e com pessoas. Acreditamos profundamente no contributo das mulheres na ciência, na saúde, na psicologia e em todos os contextos onde o saber se cruza com o cuidado. Hoje celebramos esse papel, mas todos os dias continuamos o trabalho: a escutar, a estudar e a cuidar. Com ciência. E com coração. 




 
 
 

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