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Os Psicólogos também são pessoas

  • Foto do escritor: Filipa
    Filipa
  • 9 de jan.
  • 1 min de leitura


 

Por Tomás Lopes






Às vezes é fácil esquecer isso. Do lado de fora das consultas, sejam elas presenciais ou online, existe a ideia de que escutamos sempre, acolhemos sempre, mantemos sempre a calma e a paciência. Mas do lado de cá, existe alguém que também vive. 


Temos família, histórias, afetos. Também temos Natal, ceias imperfeitas, risadas e silêncios. Também temos a passagem de ano, fazemos balanços, criamos expectativas, às vezes sentimos esperança, outras vezes apenas cansaço. Também vamos de férias nesta altura, não para fugir do mundo, mas para poder continuar nele de forma inteira. 


Psicólogos engravidam, adoecem, se apaixonam, perdem pessoas importantes. Passam por momentos difíceis, lidam com lutos, frustrações e mudanças inesperadas. Também sentem medo, dúvida, tristeza e alegria. A diferença não é a ausência dessas experiências, mas o compromisso em cuidar delas com responsabilidade. 


Cuidar do outro exige, antes de tudo, cuidarmos de nós. Por isso, fazer pausas, descansar, estar com quem se ama e respeitar os próprios limites não é descuido, é ética e claro, é saudável e importante. É o que torna possível voltar, estar presente e oferecer um espaço seguro. 


Entre o Natal e Janeiro, muitos psicólogos reduzem o ritmo ou fazem uma pausa. Não é abandono. É humanidade. Que este período também seja um convite à gentileza: com quem cuida, com quem é cuidado e, principalmente, consigo mesmo. 


Bom ano.  





 
 
 

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